A grande descoberta do fim da noite, onde os loucos permanecem presos ao passado e os amantes se afastam cada dia mais, longa frase sem virgulas, talvez para morrermos sem ar, antes de descobrir a moral, se é que há alguma, da loucura doce e insistente que corre veloz em minhas veias impuras competindo com algumas sedentas gotas, os porcos diriam litros, de álcool.
Da água ao vinho foi milagre diz o livro de cabeceira da minha avó, o pão seco alimentou milhares, os peixes saltavam do quase infértil mar ainda pedaços do tal livro que nunca tive prazer em ler, talvez por que goste mais de coisas que possam ser reais, pois sim é possível hoje ver um dinossauro na rua, um vampiro se escondendo do sol ou uma fada pulando, mas quero ver dez homens sendo felizes com um pedaço de pão seco.
Realidades e desventuras a parte fico apenas com as minhas metas matinais, quase sempre desconcertadas graças ao sono que manipula meus músculos onde acordo longe da cama quente e do cheiro de café, no entanto nada disso me faz desistir de passar outra noite inteira coordenando planos e ações para a amanhã seguinte, mesmo já sabendo que nada irá ser 'perfeito' se é que essa forma existe, mas bem tem gente por ai que acredita em livros de cabeceira.
A menina que ama ler...
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