Ora, sem ver o sol nunca saberão de onde vem a luz, com tanto sol não posso dizer que há escuridão, olhando pra trás está posta aos meus pés o desenho de um corpo destorcido semelhante ao meu, não tinha olhos, mas parecia saber pra onde ir ou apenas seguia meus passos. O corpo impede a alma gritar o que os desejos sombrios escondem por trás dessa reprodução ao chão, parecia uma obra divina mal acabada ou apenas imperfeita aos olhos acostumados a ver formas claras e definidas, infeliz coincidência desses mesmos olhos terem mãos brutas que não sabem construir as formas que vêem.
São tão iguais que criam diferenças só para julgar, isso é tão humano, querer ser único e transformar o outro em exceção e não percebe que a própria regra cria um único e a regra vira o comum. A sombra continua ali até o sol se pôr e ela se juntar a sua carne de origem e voltar a ser padrão.
Aos olhos leigos desejo apenas tempo, aos loucos espero que entendam, aos comuns continuem criando regras pois sempre existira uma exceção e essa será bem mais feliz.
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