As vezes queria que minha vida fosse de argila. Não sou um
artesão. Mas queria para poder moldá-la. Mas como não é assim. Vou tentar
moldar essa vida que é feita de momentos, guardando todos os bons em uma caixa cor de sangue e os
ruins em uma rosada cheia de trilhos e rotas, são lugares secretos onde só eles
sabem, histórias únicas pois nada é pra sempre mesmo que o digam, tudo se vai
ou muda.
Amarguras são arrogantes e seguem sozinhas pelas trilhas e
acabam perdidas nelas mesmas, raiva tão auto-suficiente cria um atalho e também
desaparece nos cortes, avareza e luxuria caminhando juntas pelos corredores às
vezes encontram a saída, mas são reprimidas pelos sentimentos da caixinha
vermelha que por estarem sempre unidos tem mais força e o caminho formado por
cinco pares de válvulas é menos complexo do que os labirintos do conjunto rosa.
Uma singela homenagem ao meu bardo favorito Gabriel Fernandes
Obrigada pela dica e inspiração Celso Albuquerque
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