terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

De argila


As vezes queria que minha vida fosse de argila. Não sou um artesão. Mas queria para poder moldá-la. Mas como não é assim. Vou tentar moldar essa vida que é feita de momentos, guardando todos os bons em uma caixa cor de sangue e os ruins em uma rosada cheia de trilhos e rotas, são lugares secretos onde só eles sabem, histórias únicas pois nada é pra sempre mesmo que o digam, tudo se vai ou muda.
Amarguras são arrogantes e seguem sozinhas pelas trilhas e acabam perdidas nelas mesmas, raiva tão auto-suficiente cria um atalho e também desaparece nos cortes, avareza e luxuria caminhando juntas pelos corredores às vezes encontram a saída, mas são reprimidas pelos sentimentos da caixinha vermelha que por estarem sempre unidos tem mais força e o caminho formado por cinco pares de válvulas é menos complexo do que os labirintos do conjunto rosa.  

Uma singela homenagem ao meu bardo favorito Gabriel Fernandes
 Obrigada pela dica e inspiração Celso Albuquerque

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