Nem todas as palavras são perdidas, mas quando as poucas abandonadas fazem parte do seu mais lindo sonho ou daquela historia linda que você criou em minutos, pôde tocá-la e como em um abrir de olhos tudo desaparece sobrando apenas rápidas lembranças sobre a existência daquela personagem.
Uma fada que ficou órfã graças aos descrentes na mistificação das espécies, eu criei esse conto de quatro ou cinco páginas, num dia que envergonho de ter vivido, pois quando se ama os desacertos do outro acabam sendo seus também, naquela tarde cercada de arrependimentos e medo consegui livrar das grades da imaginação uma jovem hoje silenciada pela pouca memória de sua carcereira.
Recordo que a solitária menina estava sempre procurando um lugar e mesmo sem razão a seguir não abaixava a cabeça nem aceitava seu fim, criando saídas para todos os lados possíveis e impossíveis até descobrir que não estava sozinha apenas levitando sobre o próprio mundo sem querer conviver com uma sociedade morta de ilusões.
Uma piada até então infame dita por um alguém infelizmente muito especial que hoje se encontra no mar da saudade, fez emergir a vontade de lembrar aquela história e todas as outras criadas durante a falta de atenção ou simples vontade de levitar sobre meu mundo e ter o poder de mudar tudo e escrever sempre meu final feliz.
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