quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Noite


Calar, ato de não emitir som, lamento ter calado nas melhores horas, omitido vontades e desejos por medo, ouvir em silêncio lamentos e festejos, liberando apenas os ruídos da respiração suave de quem se perde em próprios pensamentos.
Dividir o valioso tempo entre ser mãe de modestos versos e filha de grandes histórias, tornando se cria dependente e progenitora relapsa, talvez por sonhar de mais ouvindo os contos e assim criando paralelos sem sentido no lugar de novo filhos.
Sentir o limite imposto pelas doze badaladas que quebram o sossegar da noite, desejar e conseguir fazer nova prole, respeitando o criador de prosas e tornando se uma criadora de sorrisos.

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