Calar, ato de não emitir som, lamento ter calado nas
melhores horas, omitido vontades e desejos por medo, ouvir em silêncio lamentos
e festejos, liberando apenas os ruídos da respiração suave de quem se perde em
próprios pensamentos.
Dividir o valioso tempo entre ser mãe de modestos versos e
filha de grandes histórias, tornando se cria dependente e progenitora relapsa,
talvez por sonhar de mais ouvindo os contos e assim criando paralelos sem
sentido no lugar de novo filhos.
Sentir o limite
imposto pelas doze badaladas que quebram o sossegar da noite, desejar e
conseguir fazer nova prole, respeitando o criador de prosas e tornando se uma
criadora de sorrisos.
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