segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sonhadora

No reencontro, talvez desse último encontro, nasceram antigas ideias sobre o futuro que não aconteceu eram memórias um pouco brancas devido ao excesso de alegria passageira dos momentos, eramos jovens ainda alguns com cabelo branco, mas de idade e mente eramos mesmo jovens, ouvi muitas histórias divertidas outras nem tanto até que chegou a triste vez de falar sobre o que tinha acontecido nesses longos anos longe.
O grupo principal era liderado por uma criatura da vida, adorava ser livre e fazer parte de todas as partes, não era muito de se preocupar com os outros que não faziam importância em sua existência, bom agora ela pega um copo de suco de uva e começa a falar sobre sua vida.
Uma família estável, dois filhos, uma profissão onde ajuda as pessoas e é plenamente feliz, com altos e baixos, mas mesmo assim mantem um sorriso jovial e radiante nos lábios, e foi assim com poucas palavras que defini esses longos anos distantes dos meus amigos. Caras de espanto e algumas risadas sinceras fizeram algumas lágrimas que logo se esconderam atrás do brilho que nasceu ao ver chegar a já comentada família o silencio tomou conta do lugar e depois veio apenas os ruídos de quatro sorrisos saudosos.
Acordou com uma face serena e alegre aos dezoito anos e percebeu que era um sonho, mas um sonho bom onde todos seus erros não tiveram tempo de aparecer e só o futuro vai entender tudo o que ela dizia nessa juventude recomeçada.

Molduras boas não salvam quadros ruins


Avisos chegavam de todos os lados, cada um tinha uma forma de dizer a mesma coisa, era algo sobre sofrer de amor, nunca os ouvi, acho que agora entendi o que tentava alertar, não era certo magoar aquele que sentia amor para viver de amor por um ogro perdido e passageiro, mas quando a paixão entra pela porta a razão foge pela janela e assim foi, uma época cheia de emoções sobre o tal homem sem coração.
A dama encantada e burra, pois ainda guardava no caderno marcas de outro amor, caiu em chamas pelo novo jovem que antes era desconhecido e sem querer se tornou anjo, esse ser teve uma queda brusca e nela quebrou as asas, talvez por isso não possa voar e tirar os pés da moça desse chão que queima coberto de palavras dolorosas.
Jogar-se das escadas não mudaria esse quadro mal desenhado só traria mais dor aos que avisaram, então resolveu atear fogo naquela história tentando esquecer de uma vez o passado e o recente, ignorante menina, o livro é ela o calor irá derreter seus sonhos enquanto os outros sofreram durante algum tempo, mas logo vão esquecer o nome daquela escritora de destinos que nunca respeitou a ortografia ou as margens de cada página, apenas sabia o que queria fazer e fazia.

Dádiva francesa



"Sem nunca sentir teu toque e nem ao menos ver o teu sorriso
cada curva do teu corpo parecia ser o paraiso
Se eu dissesse a palavra que mudasse o sentimento
nao perderia tanto temo jogando-as ao vento
dizem que o tempo é rei e talvez ate seja, mas nada é maior do que a alegria da certeza de que te encontrei mais uam vez e agora eu posso ter a chance de acertar e de dizer
Mude meu viver
Eu amo você
Como nao pude perceber?
era voce!
era voce q eu procurava foi com este sorriso que sonhei era esse olhar que eu acompanha você pelos corredores era com você que eu queria estar a todo tempo ver a tarde cair e viajar noite a dentro num beijo quente e envolvente que hoje me vem a mente me fazendo lembrar que tudo foi um sonho.
Um reencontro... talvez seja simplismente um ponto um ponto final nos sonhos e o inicio do paragrafo da realidade que é muito mais bela."
Ganhei esse de um grande amigo, conheço a pouco tempo, mas já marcou minha história era pra ter postado isso antes, só tive tempo hoje aproveitando esse clima frio pra pensar em tudo que é de fato importante.

Atualizar, amar, errar


Cria um novo rumo, aquele sentido jamais imaginado se tornando a única escolha de batalha, seguindo as vozes soltas ao redor e não mais o ritmo de um coração acelerado, pois o mesmo já não bate por ter deixado partir a razão de ainda pulsar.
São momentos de passagem, as horas e nas nuvens, são historias repetidas com finais diferentes é aquela versão que aconteceu na cabeça do criador, mas não foi aprovada pelos críticos, nós somos frases feitas no calor da emoção, pelo menos eu era uma frase solta que achou justo encontrar complemento no seu verbo amar.
Esses tempos tão corridos tornando veloz a noção da eternidade, cada dia mais distante, fazendo do ontem melhor que hoje e o anteontem uma marca vazia onde os detalhes de perdem sem qualquer explicação. De porta em porta a saudade bate trazendo sorrisos ou lágrimas todas diferentes ligando os segundos perdidos puxando uma canção do fundo de um disco adormecido, assim sendo o ritmo novo do passado distante que infelizmente passa rápido graças a essa tal globalização. 




domingo, 29 de abril de 2012

Or...

O tempo passou, quase nada mudou naquele comodo vazio, era inverno o décimo inverno após a partida, ainda tentava lembrar o que existia entre aquelas quatro paredes mofadas, mas não importava o quanto pensava as memórias eram apenas sobre as lágrimas que deixei por lá.
Eram motivos hoje infantis que acreditava ser algo encantador, no entanto ninguém além de mim sentia as dores dos momentos desalegres vividos, a cada dia descobria que não havia razão para seguir, mas seguia na procura de mais dor, não faz sentido ser alguém sozinho tendo alguém para amar.
Ser ou não ser, te ter ou viver, amar ou ser amado, enfim dúvidas que movem o universo era isso que existia entre aqueles tijolos, nunca teve importância material e devido a isso se foram com os anos as marcas e preços ficando a maresia e a saudade. Andar sem rumo para respirar novos ares assim levando uma simples vida.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

in my heart there the big empty

Talvez eu passe tempo de mais pensando em beijos e nenhum momento aproveitando o tempo que posso olhar aqueles olhos sem o menor motivo de te-los, um dia senti um coração bater tão rápido de quase tremer meu corpo, talvez não tenha sido por mim, certa vez ouvi alguém dizer que ele estava amando sonhei ser por mim, mas não foi, talvez era só uma ilusão onde toda a história talvez desse certo.
Talvez essas vozes ao redor fossem melhor que a sua, talvez ainda melhor seria se nunca tivesse sentido o calor de um abraço apaixonado, talvez nada faça sentido aquele que nunca sentiu saudade do amor que existia e acabou sem aviso prévio ou motivo racional, talvez nem devesse tanto criticar o tempo, pois o destino não se move sozinho cada ação tem uma reação.
Talvez não foi correto usar a raiva no lugar da razão, talvez nem se lembre do início, talvez devesse anotar o que se pensa antes de esquecer, mas sei sem dúvida que essa não será a última estrofe dessa música.

Libra

Nunca esquecemos como andar de bicicleta, ou melhor como manter o equilíbrio sobre duas rodas e um pedaço grande de ferro desenhado, disse a mesma coisa com outras palavras? Sim, mas nem tudo que é repetido leva realmente a mesma ideia se repararmos bem pedalar é fácil quando se aprende pequeno podendo passar dias dando voltas no quarteirão, enquanto isso equilíbrio é uma função com diversas variáveis onde com a idade percebi o quanto era difícil manter meu corpo equilibrado naquelas duas rodas e o medo de cair e me machucar parecia multiplicar o desequilíbrio, enfim meus traumas não estão em questão, após meses nessa luta com aquela máquina simplesmente complexa passei a patinar.
Desistir parecia sempre a melhor solução, no entanto um bom jogador nunca desiste apenas muda de estratégia, enquanto isso sem perceber, ou omitindo pra mim, desisti do desejo de pedalar. Hoje ainda disputo com esse tal desequilíbrio, infelizmente assim como eu ele cresceu e muito, saiu das duas rodas e esta em todos os lugares, naquela prova complicada durante uma briga de relacionamento, num grupo de amigos com interesses diferentes, em milhares de coisas onde só resta escolher o melhor lado colocar todos os atos em uma balança até encontrar a medida certa das decisões.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

I will be there

Ouvindo contos antigos, desenterrando pesadelos, e apenas criando mais recordações alheias fazendo da tábula rasa um lixão de informações contraditórias perdendo o bom convívio criado nesse presente divino que muitos tem em mãos, mas insistem em desperdiçar contando falhas do passado.
Passou o tempo, passaram pessoas, e aqui estou, pedindo de joelhos para o relógio não parar e nunca voltar, amei tudo que vivi, sou apaixonada por lágrimas que escorrem de saudade dos tempos onde não alcançava a pia do banheiro, era inocente de conhecimento desejava pegar o perfume mais distantes só por pegar, amava pular sorrindo e fingir choro até conseguir, infelizmente não é mais bonito chorar na intenção de ter algo, hoje choro pois não tenho o que quero e ouço pessoas cruéis julgando falsas as gotas salgadas escorrendo pelas minhas bochechas, talvez elas achem certo esconder os desejos infantis abrigados no peito e viver de forma racional, sou diferente não aprendi a esconder a verdade.
Canções dizem em pequenos versos o que tento expressar diariamente com atitudes, algumas vezes parecem erradas, outras atingem alvos errados, mas estarei sempre agindo do jeito que convir a situação não deixarei de lutar pelo que acho justo e jamais abandonarei aquele me deu apoio.
"Uma coisa eu já ouvi de um amigo meu, nunca tenha ingratidão com quem já te fortaleceu"

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Arcanjo de ciúme

Não me recordo dos momentos ruins, pois de questão faço apaga-los, no enquanto penso em como esquecer o hoje, porem ainda não sei dizer se é ruim ter de te esquecer. Um amor assim não se omite em frases feitas, nem declara nas páginas sujas de tantos toques, mas não posso impor isso nos seus pensamentos que são diferentes dos meus, digo ser uma pena ter além da distancia física também existir esse desnecessário preconceito cultural.
Nessa vida os cortes deixam marcas passageiras, algumas lembramos como foram feitas, outras apenas existem semelhante aos casos de amor eterno que todos nós temos durante a jornada finita, neste fim todos sabem que vão chegar, alguns verão as cicatrizes e sorrirão, outros nem lembrarão de onde veio tal ferida aberta, pois será a mesma de anos passados reaberta a cada vez que refizer o crime causador das suas próprias lágrimas.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Entre linhas

O pecador omisso guiando uma história em primeira pessoa causando espanto aos desentendidos e dúvidas aos bons leitores, hoje ouvi boas frases sobre um rapazote alucinado onde até então tinha minhas opiniões sobre ele, para mim era apenas o louco masoquista procurando chifre em cabeça de cavalo, nesse caso ele era o cavalo, entretanto compartilhando informações passei a aceitar aquele sujeito como o mais podre dos homens, pois além de enganar os desenganados admitiu ter mentido todo o tempo, mas como disse foi só mais um questionamento nos pensamentos dos atentos leitores.
 O santo ciumento escolhendo entre o capítulo ou a capitulação, de simples opinião aceito o termo inicial, defenderei eternamente a honestidade da mulher corrompida pelas palavras desonrosas de seu cônjuge, aproveito para declarar o roubo desonesto deste conto dos livros sagrados do Bruxo, do Cosme e também do Velho, imploro perdão por ser simples e desonrada de nome, no entanto lembro a vós que era meu inspirador um simples garoto de morro.
Sobre todas as coisas que sou a mais delicada é a que você vê, abaixo de tudo que vê o mais bruto é o que realmente sou.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Flying

"Espelho, meu límpido espelho, mostre me onde está essa perfeição vista pelos mortais, diga me por que não consigo chegar ao ponto de vitória e quais os verdadeiros amores da minha vida. Aguardo pacientemente por essas respostas, mas não se esqueça que não sou imortal."
Essas respostas nunca chegaram aos ouvidos da dama questionadora, ela faleceu após seu centenário, no entanto foi vitima de Alzheimer e sem poder questionar o passado passou a ser feliz por ter as manhãs floridas na página branca de cada dia, adorando o canto dos pássaros, sempre os mesmos pássaros voando nos mesmos horários pareciam sincronizar os movimentos, para ela uma linda dança surpreendente, enquanto os outros deixavam passar desapercebido aquele encantador momento da liberdade natural.
O passado bate a porta semelhante um vendedor de suvenires, chato para os ocupados e alegrante para os distraídos,  foi em um fim de tarde poucos dias antes de falecer que a lembrança de uma pergunta retornou aos pensamentos da suave senhora era algo sobre um espelho e uma bruxa má ou futuro incerto, não é fácil recordar claramente com cem anos, pois bem ela acabou rindo das palavras bagunçadas e caçou outras lembranças da juventude, dessa vez não vieram letras, mas uma imagem acolhedora que resume uma vida boa.
Não deixe que uma revoada passe sem ser vista, aproveitar cada segundo de voo é o que faz do agora o melhor momento de todos e não espere que as respostas te movam, faça sua própria história a cada manhã, mesmo que ela acabe quando o sol se pôr ;)

domingo, 15 de abril de 2012

Scusa

Mortais sempre pensam que o mundo gira ao seu redor, uma conversa que esbarra na outra e cria uma nova história, muitas vezes engraçada, mas usando de termos gastos que tal fazer um brinde ao meus defeitos por que as qualidade ninguém da valor e com isso demonstrar o quanto uma falha aparece mais aos olhos cegos da sociedade do que uma boa ação.
Pretendia mudar hábitos para ter uma vida padrão e regrada, no entanto não encontrei motivos de seguir um grupo sem graça guiado por moda, sou diferentemente igual aos desiguais aprendendo a caminhar sozinha segurando na mão dos verdadeiros amigos, e nunca deixando de ser o que criei ou deixando de sorrir enquanto alguém chora.
Assim pedindo novamente perdão aos quais fiz sofrer, e quebrando a promessa feita de nunca lamentar por ser de verdade, mas um paradoxo é criado nesse conto, se ser real é não quebrar promessas e ser sincero é ser real, seria impossível ser real quebrando promessas.
Raro é um amor verdadeiro onde não encontramos falsas juras de eternidade, jogo de palavras, apenas uma parte do fim mal começado onde a bruxa ganha o duelo, o rei chora e a dama adormece no sono eterno.

Não tem explicação

Eu vi dois sols em um dia e a vida que nada valia se não estivesse em você a segunda luz que radiava e fazia crescer a esperança e a alegria que ardia sem explicação. Nada fez sentido quando a noite caiu, ainda podia ver brilhar teus olhos tão distantes dos meus, todos diziam que era loucura continuar a sentir o que nunca fora verdade, mas continuo a desejar aquela estrela ao meu lado para aquecer a historia frigida surgida após a despedida não realizada.
Saber o final dessa página faz acreditar ainda mais no futuro saboroso que nos espera, uma pena ela não desconfiar das intenções dos outros lutadores, tudo acontece derrubando os inimigos e deixando mais forte as corajosas criaturas não surpreendidas pelos novos participantes, pois uma princesa terá sempre aos seus pés diversos cavalheiros que como eu desejam ter o segundo sol ao lado e não mais esperar pela próxima manhã.

Pecado

Sem saber o que falar, tentando escapar dessa overdose de doçura insuportável, sou apenas uma criança querendo ser feliz e não um anjo puro procurando paixões açucaradas, palavras perdidas na divisão entre realidade ou imaginação. Foi tudo um sonho, aquele prêmio de consolação entregue aos últimos colocados de uma partida que ainda não sabemos qual será o ganhador, é tudo por eliminação, infelizmente dessa vez o escolhido acredita ser o tal vencedor.
Os dias distantes passam rapidamente, no entanto quando os personagens se encontram as horas insistem em imitar lesmas velhas, fugir levaria dor ao eliminado e o sofrimento não faz parte da brincadeira, admito que acontecem muitas lágrimas, mas são passageiras. Um jogo de cartas marcadas onde ninguém consegue ver os blefes do pequeno lobo em pele de cordeiro, lamentar não adianta mais, pois todos já se foram e falta pouco para ser iniciada uma nova partida.
Segredos de uma poetisa cruel sendo revelados aos poucos e ainda sim nenhuma alma percebe a presença do monstro dentro do anjo infantil que sorri com maresia no olhar. Procurando uma brecha para escapar do amor acaba caindo cada vez mais no abismo criado por interesse, criança enganadora carregando uma cestas de doces na direção do sol.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

In my day

Ouço o vento na janela, talvez sejam aqueles fantasmas voltando para me assombrar, levanto da cama e percebo que sim são os mortos querendo me levar com eles em direção ao infinito, pois não há outra alma com carne nessa linhagem é o fim de uma espécie rara. O último elemento dessa história é a solidão, minha companheira de fé, considerando todos que se foram é nela que tenho mais confiança, carrego seus gritos silenciosos esperando arrancar deles uma solução.
Essas quatro paredes negras vivem se fechando com o partir do sol, renasce o grande espaço ao clarear e com ele as batidas descompassadas tomam ritmo agitado fortalecendo os músculos até então desprovidos de movimento. As horas passam de vagar todos olham e não vêm que a cor do céu começa a mudar trazendo a noite nublada que esconde as estrelas, pequenos focos de luz antes usados para iluminar as tais paredes.
Uma verdadeira criança órfã sentada nas escadarias do prédio, esperando algum amigo para brincar, mas não exite ninguém disponível durante a noite todos dormem cedo, só resta aguardar o sol brilhar novamente. De que vale ter um sorriso cativante se ele nasce com o astro rei e morre com Lua...
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pólo

Uma história repleta de espaços em branco, não sei se de falta apenas ou nelas havia realmente algo importante que apaguei por magoa, vazios curtos e significativos de uma época boa, para meus olhos, e nela um rodeio formado pelos desencontros da vida.
Seguir em vão, pensar no ontem eram as únicas possíveis escolhas a serem seguidas, mas o impossível tem gosto de sorvete em fim de tarde, e então tirando do sabor alegre algumas letras para colar nas brancas marcas daquele passado sombrio. Encontrando esses simples motivos de criança, um desafio a cada curva e a vitória brilhante como o levantar da lua as velhas tristezas vão se transformando em mais brancos pedaços que futuramente serão lindas flores num caderno de botânica ou no olhar límpido da alma de uma doce menina suave e encantadora.
 Nosso encontro foi desenhado pelos anjos, a separação talvez seja inevitável, mas jamais esquecerei da bruxa que existia atrás das lágrimas doces daquela criança perdida.
Nunca foi real, entretanto você é real?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bad flowers

Não me atiro nesse mar de solidão, apesar de você ter a faca o queijo e meu impuro coração nas mãos, sou escravo desse amor, mas não irei abaixar a cabeça para alguém que deveria acompanhar e não mandar. Escolho minha prisão sem muros cercada de palavras sem valor ditas por vozes frigidas, acabo distante da tranquilidade clássica e sendo abençoada pela brisa suavemente incomum do fim de um dia chuvoso e quente recheado de confusões alegres, no entanto, passageiras.
O quebra cabeças está quase completo, é apenas uma paisagem ou uma lembrança sua definição não é clara pois faltam suas bordas, entretanto pode ser um enorme quadro despedaçado e a parte que possuo só a metade do desenho, não importa muito, pois os fins justificam os meios, não é mesmo.
Perdão peço ao tempo por telo perdido sem motivo, e as águas que se misturavam as lágrimas e corriam pelo ralo, não esquecendo de pedir aos meus sonhos deixados de lado para viver um momento passageiro e no fim imploro perdão à todas árvores jogadas no lixo pintadas de juras jamais cumpridas.

domingo, 8 de abril de 2012

Passagem

"Se a paz começa em cada um, cadê a paz que você traz?"

Perco meus dias pensando no que passou, ouço vozes gritando meu nome por todos os lados, não compreendo porque não era chamada antes desse louco fim, tudo seria diferente, mas não foi assim, apenas passado retorcido como ferro depois de uma trágica batida. No meu estático coração nada faz sentido o sangue coagulado em blocos frigidos, uma esperança talvez, um raio possa me acordar, no entanto nada acontece, apenas vozes e mais vozes desesperadas, ainda não sei o que estou fazendo aqui, nessas loucas memórias não vividas, com um mundo em mãos e pés no chão, amando o vazio eterno e aguardando alguma novidade
Infeliz cidade de mortos zumbis, sem qualquer luz no fim do túnel, sem si quer um túnel para quebrar essas montanhas que prendem sonhos e desejos distantes, colinas  verdes e fartas de amor com gotas de solidão e tristeza, uma mudança na paisagem tranquila, um sabor salgado a tudo que vivi uma página manchada e novamente a volta as origens
As vozes partiram e ruídos de alegria dominam o lugar, um desejo realizado, sim, mas não o meu de encontrar paz, ou será que aqui está a minha paz? Carrego-a em meus planos e quando um plano der errado eu paro de fazer planos.

sábado, 7 de abril de 2012

Vazio...

A saudade não te tradução, o sentimento verdadeiro faz parar o coração, sonhei acordada e não senti você apenas o vazio de um copo transparente. O sol se opondo a lua que brincava de esconder entre nuvens negras, vento frio temperando o calor do outono distorcido.
Mentiras ditas sem dó, juras de amor completamente trocadas imitando almas de mães e filhas dos filmes, não foi por magia ou falta de sorte, mas por ausência de caráter de um anjo cruel e frigido. Sua história não merece ser contada já que na realidade ele era o destruidor das vidas alheias, um simples figurantes, jamais será um protagonista com final feliz ou um vilão odiado pela classe.
Os meios justificados pelos fins, a aprendizagem final onde concluir que os erros tiveram grande valia, no entanto as cantigas de ninar são eternas o ciclo lunar se repete da mesma forma e um aquela estrela estará lá novamente em breve, perceberei o crime quando for tarde para evitar que seja repetido, pois é uma roda gigante onde tudo vai estar no mesmo lugar outra vez, o mundo vai mudar, mas o céu vai ter as mesmas nuvens a lua estará ao lado do sol e a saudade vai doer ainda mais.

domingo, 1 de abril de 2012

Ideologias


O errado que deu certo, mas que é que é errado no mundo dos falsos e incapazes de acreditar na verdade, cada dia uma moda nova, um olhar diferente do mundo, um sonho perdido para a realização de algo sem valor sentimental apenas para ser mais popular. Frases roubadas de sites poéticos e largadas como farelo aos porcos, o amor transformado em brincadeira, a indecisão patética entre momentos de alegria ou uma vida socialmente correta.
Orgulhosos mortais e seus crimes inafiançáveis, a vontade de saber um pouco de tudo e não tudo sobre um pouco leva aos extremos sentimentos da vida, razão lutando por emoção nas páginas amareladas pelo tempo, sair dos padrões no intuito de ser diferente e continuar sendo generalizado.
Que me perdoem, se eu insisto neste tema, mas não sei fazer poema ou canção que fale de outra coisa que não seja o amor se o quadradismo dos meus versos vai de encontro aos intelectos que não usam o coração como expressão, apenas falo o que vivo.