Não me atiro nesse mar de solidão, apesar de você ter a faca o queijo e meu impuro coração nas mãos, sou escravo desse amor, mas não irei abaixar a cabeça para alguém que deveria acompanhar e não mandar. Escolho minha prisão sem muros cercada de palavras sem valor ditas por vozes frigidas, acabo distante da tranquilidade clássica e sendo abençoada pela brisa suavemente incomum do fim de um dia chuvoso e quente recheado de confusões alegres, no entanto, passageiras.
O quebra cabeças está quase completo, é apenas uma paisagem ou uma lembrança sua definição não é clara pois faltam suas bordas, entretanto pode ser um enorme quadro despedaçado e a parte que possuo só a metade do desenho, não importa muito, pois os fins justificam os meios, não é mesmo.
Perdão peço ao tempo por telo perdido sem motivo, e as águas que se misturavam as lágrimas e corriam pelo ralo, não esquecendo de pedir aos meus sonhos deixados de lado para viver um momento passageiro e no fim imploro perdão à todas árvores jogadas no lixo pintadas de juras jamais cumpridas.

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