Perco
meus dias pensando no que passou, ouço vozes gritando meu nome por todos os
lados, não compreendo porque não era chamada antes desse louco fim, tudo seria
diferente, mas não foi assim, apenas passado retorcido como ferro depois de
uma trágica batida. No meu estático coração nada faz sentido o sangue coagulado
em blocos frigidos, uma esperança talvez, um raio possa me acordar, no entanto
nada acontece, apenas vozes e mais vozes desesperadas, ainda não sei o que
estou fazendo aqui, nessas loucas memórias não vividas, com um mundo em mãos e
pés no chão, amando o vazio eterno e aguardando alguma novidade
Infeliz
cidade de mortos zumbis, sem qualquer luz no fim do túnel, sem si quer um túnel
para quebrar essas montanhas que prendem sonhos e desejos distantes,
colinas verdes e fartas de amor com
gotas de solidão e tristeza, uma mudança na paisagem tranquila, um sabor
salgado a tudo que vivi uma página manchada e novamente a volta as origens
As
vozes partiram e ruídos de alegria dominam o lugar, um desejo realizado, sim,
mas não o meu de encontrar paz, ou será que aqui está a minha paz? Carrego-a em
meus planos e quando um plano der errado eu paro de fazer planos.

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