domingo, 15 de abril de 2012

Pecado

Sem saber o que falar, tentando escapar dessa overdose de doçura insuportável, sou apenas uma criança querendo ser feliz e não um anjo puro procurando paixões açucaradas, palavras perdidas na divisão entre realidade ou imaginação. Foi tudo um sonho, aquele prêmio de consolação entregue aos últimos colocados de uma partida que ainda não sabemos qual será o ganhador, é tudo por eliminação, infelizmente dessa vez o escolhido acredita ser o tal vencedor.
Os dias distantes passam rapidamente, no entanto quando os personagens se encontram as horas insistem em imitar lesmas velhas, fugir levaria dor ao eliminado e o sofrimento não faz parte da brincadeira, admito que acontecem muitas lágrimas, mas são passageiras. Um jogo de cartas marcadas onde ninguém consegue ver os blefes do pequeno lobo em pele de cordeiro, lamentar não adianta mais, pois todos já se foram e falta pouco para ser iniciada uma nova partida.
Segredos de uma poetisa cruel sendo revelados aos poucos e ainda sim nenhuma alma percebe a presença do monstro dentro do anjo infantil que sorri com maresia no olhar. Procurando uma brecha para escapar do amor acaba caindo cada vez mais no abismo criado por interesse, criança enganadora carregando uma cestas de doces na direção do sol.

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