terça-feira, 12 de junho de 2012

Nexo zero

Não vamos mais escrever em páginas queimadas foi o que ouvi, ainda bem pois tenho um livro em branco radiante de novo em minhas mãos frias pronto pra histórias corajosas diferente do tal lenhador que pôs em chamas as macias lembras recentes. O anjo que se tornou príncipe e acabou como um simples farrapo sozinho em loucas palavras sendo chamando de poeta por outros loucos de sangue, com a nítida imperfeição de momentos indomados gerando silêncio e distancia nos andarilhos graças a falas de personagens nada importantes nesse conto encerrado de maneira drástica.
Final 1
Os ventos gélidos sopram para norte e é assim que guiaremos a vida criando sorrisos infantis a procura de melhor companhia, se é que é possível achar melhor companhia apos perder o que era o melhor mesmo sendo o pior, de versos antigos ainda posso definir como errado a solução de alguns problemas, no entanto nada é realmente finito, ainda mais quando a doce criança com alma de fênix se renova a cada dia.
Final 2
Seguindo as sete novas vidas que a pouco já me fazem sorrir, cuidando com o amor antes jogado aos porcos e vivendo uma história real dentro e fora dos padrões sociais, se é que vale dizer sobre padrões tratando de uma bruxa meio enferrujada criada por anjos indiscretos que vive em uma cidade grande cercada de crianças brincalhonas.

-Bem imagem nenhuma me agradou para esse conto então encerro com um pedido de perdão por não saber como encerrar ._.'

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Full moon

Dizem que tudo que começa na lua minguante minguá, é tenho alguns casos para comprovar isso, mas essa noite a lua tá cheia e não foi um começo e sim um recomeço meio sem motivo e completamente fora de hora, nada estava no lugar e o sistema analógico estava descontrolado, um minuto rindo e no outro querendo chorar, mas nada disso impediu que entre uma risada sincera o coração disparasse tão velozmente quase parando, admito que morreria imensamente feliz, no entanto alguns trasgos estavam por perto para deixar ainda mais descompassado nossos pensamentos delirantes descrevendo essa página retorcida.
Era uma vez uma fábrica de contos delicados, que fazia poucos, mas lindos escritos, nunca teve força para importar seus livros, pois se achava tão pequena entre os monstros literários que os guardava em cadernos simples, até que um dia ela começou a publicar em um canto de página de um jornal furreca e se tornou visível, bem não foi um final feliz, já que estamos ainda no começo dessa doida jornada. A redatora adorava meter o bedelho nos pequenos textos os deixando ainda menor, assim fazendo mais prática a leitura dos mesmos, bom hoje ela novamente entra na história da Full Moon e usa de minhas palavras para justificar a ausência da verdadeira história que coube em três folhas..."essa escritora é louca e cria tantos deslizes de um dia simples com risadas e chocolate" bom um dia talvez essas letras apareçam por aqui.
E retorna ao seu lar, com uma luz ao seu redor vinda da lua cheia que ilumina o céu e ao mesmo tempo exibe a própria luz que chega a ofuscar a das estrelas, uma claridade perfeita à muito não vista, seus olhos saltitavam entre as bochechas rosadas que já não conseguem esconder o sorriso mais tolo e iludido.
- A loucura parece doce e é quando se tem amigos para companhar cada passo e esperar por uma nova aventura....

sábado, 2 de junho de 2012

Entre nós


Novamente entregue a estas letras solitárias compassadas por claves provocantes e altas, marcando a duração de cada batida querida, mas não sentida, ouve-se apenas o som ecoando no vazio e nele também posso encontrar uma pergunta vagando lentamente, algo sobre uma solução que procurava ou ainda procuro, entre devaneios sinto a resposta passando suavemente pelos ouvidos e ela dizia que só encontraria a tal paz em um céu azul e branco onde vaga um anjo incomum que de tanto errar foi castigado a andar e não mais voar, com suas asas quebradas ele necessita de uma outra anja para socorrer seus desejos e voltar a sentir os pés difamados fora desse chão imundo coberto de folhas secas. 
A ausência de água fez secar as tais folhas, a ausência de carinho fez secar o sentimento da salvadora e agora os dois sagrados seres vivem sozinhos na mata que separa dois céus azuis de nuvens brancas, é doloroso ver a pequena distancia criando abismos longos de mais para tão pouco tentar, e se pelo menos tentassem talvez seria possível esconder alguns buracos desse louco caminho, no entanto nada vale ela voar para perto, cuidar e depois ser julgada pelos faladores da corte real.
Nas viagens longas o melhor é a chegada ao destino esperado, ou a companhia, e quando não se tem nenhum motivo para sair o melhor é esperar a hora certa de voar ao infinito e além.

good bye


Quando um prisioneiro retorna a sua cela nada parece igual, são sim as mesmas pedras e o mesmo pôr do sol, mas não adianta ele não é aquele deitar solitário que estava acostumado, agora a dor é maior, pois se sabe que lá fora o sol adormece em larga escala brilhando entre trezentos e sessenta graus pintando de dourado tudo encontrado no caminho.
Loucura correndo pelas veias substituindo o sangue inutilmente quente e insistente em palpitar um coração seco de amor ou qualquer outro sentimento, essa tal vítima do júri achava ser impossível respirar sem sentir, no entanto agora parece que o antes era uma grande tolice onde os sentimentos estavam pulando como moléculas no calor da panela e a vida era o fogo que ardia na história supostamente de amor, quem nunca amou aquele sofredor hoje está comemorando vitória à custa dessa maldita dor, e se deixou doer ainda mais por ter de estar ao lado desse sorridente companheiro de cela.
O sorridente e o triste, duas faces de um mesmo personagem separados por poucos minutos, algumas magoas e quilômetros de orgulho, não deveria ser mais um conto póstumo, entretanto não conseguir controlar as próprias palavras fez dele servo dessa sala escura trancada com um cadeado aberto.

Wait


Então o tempo se dispôs a esperar o próprio nome para ser feliz, no meio de vozes desconhecidas procurando algo a perder, fazendo parte de uma crônica finita mal acabada de começar, tornando seu esse meu desastroso destino imperfeito e místico, ah se um pouco dessa curiosidade criasse mais alegria não pensaria novamente no fim.
Pular desse trem parece a melhor escolha, talvez antes também fosse uma ótima opção, mas no passado não fiz e aqui estou novamente olhando esse vulcão adormecido aos meus pés e querendo fabricar asas cor de vinho para mergulhar nessa lava calma.
Já não há explicação para tantos versos lacrimejantes, nada parece correto, ou tudo é perfeito e eu sou a peça errada desse jogo e criando cenas antigas na intenção de descrever nossos passos que tiveram o agora como consequência, o ontem foi sonho e o amanhã, espero estar aqui ara saber o que me guarda esse tal amanhã.