sábado, 2 de junho de 2012

good bye


Quando um prisioneiro retorna a sua cela nada parece igual, são sim as mesmas pedras e o mesmo pôr do sol, mas não adianta ele não é aquele deitar solitário que estava acostumado, agora a dor é maior, pois se sabe que lá fora o sol adormece em larga escala brilhando entre trezentos e sessenta graus pintando de dourado tudo encontrado no caminho.
Loucura correndo pelas veias substituindo o sangue inutilmente quente e insistente em palpitar um coração seco de amor ou qualquer outro sentimento, essa tal vítima do júri achava ser impossível respirar sem sentir, no entanto agora parece que o antes era uma grande tolice onde os sentimentos estavam pulando como moléculas no calor da panela e a vida era o fogo que ardia na história supostamente de amor, quem nunca amou aquele sofredor hoje está comemorando vitória à custa dessa maldita dor, e se deixou doer ainda mais por ter de estar ao lado desse sorridente companheiro de cela.
O sorridente e o triste, duas faces de um mesmo personagem separados por poucos minutos, algumas magoas e quilômetros de orgulho, não deveria ser mais um conto póstumo, entretanto não conseguir controlar as próprias palavras fez dele servo dessa sala escura trancada com um cadeado aberto.

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