O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas coletivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração, agradecimento ou perda. Os gregos aprimoraram essa ideia criando os primeiros textos teatrais. Usando roupas e mascaras para criar personagens interpretando aquela leitura.
Ser ator na própria história, quem nunca atuou que atire a primeira pedra, diariamente fingimos alguma coisa criando uma vida paralela, levando inúmeras fantasias usando cada uma no momento adequado, falsidade ou uma tentativa de esconder sua real aparência? Não importa qual seja o motivo de fugir da realidade, as pessoas veem apenas o que querem ver e continuamos na busca da aceitação abusando de artifícios sufocando o autor do conto a cada mentira nova.
Histórias de velhas pessoas misturadas ao dia a dia, ilusões apresentadas até sem intenção de forjar a realidade, mas com o uso continuo de disfarces pode provocar a loucura estrema quando a criatura vence o criador, nos tornamos vitimas das invenções pessoais, acreditando que a alegria pode ser eterna e acabamos enterrados em sorrisos forçados montando cada vez mais uma boneca feliz e um ventríloquo choroso.
Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro...

Nenhum comentário:
Postar um comentário