Fui avisada sobre a provável dor, mas toda criança sapeca só aprende quando apanha, e neguei gostar do novo brinquedo frágil e complicado de usar, no início era apenas diversão pra passar o tempo livre, mas aprendi a adorar aquela peça diferente, no entanto por desorganização perdi ela no meio de coisas antigas e sem valor. O desespero momentâneo da perda me fez querer largar tudo, pois sem ele nada faria sentido, no entanto quando erramos recordamos dos outros erros e dos ensinamentos ganhos, lembrei então que o melhor agora é seguir o atual caminho procurando o que importa, jogando fora o lixo e salvando o amor.
Trocando de papel com meu amado inanimado percebo o quanto eu era sensível e intrigante, infelizmente a diferença desses personagens é uma só, a humana é instigada pelo mistério do outro enquanto a criatura imóvel não compreende as mudanças naturais da dona. Um ciclo de frases retoricas conduzindo mais um romance impossível, um jogo com dois jogadores e o mesmo número de perdedores, um relicário sem foto.
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