quinta-feira, 29 de março de 2012

Ratos no navio

Parecia ser um sonho rever seus olhos tão próximos aos meus, sentir novamente uma pequena borboleta revoando no estomago e alguns velhos poemas flutuando pelo pensamento com o desejo de sair pela boca apenas para te fazer sorrir, o calor voltaria ao meu corpo graças a alegria exalada do teu.
O ponto final já posto e esse sonho nunca aconteceu, pois o conto acabou quando estava perto de começar, desconfiei ser até eterno após tantos cortes continuamos inteiros, mas não foi como nos filmes, morremos na praia sozinhos e distantes das promessas feitas ao pé da árvore mais verde do jardim do amor, e sofrendo o silencio causado pela presença de palavras sem valor algum.
As crianças crescem rápido de mais, os cães morrem tão novos, os imortais falecem enquanto as ondas vem e vão em uma rotina descoordenada trazendo do fundo memórias esquecidas, pedaços de um barco naufragado, tristezas e alegrias, assim são os momentos de reflexão quando você vai embora sem ao menos me olhar nos olhos.

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