Um olhar distante de tudo, mais parecia um buraco negro puxando a realidade para o centro e lá nada fazia sentido, ideias esbarravam com sonhos impossíveis, inanimados dançavam ao som do vento. O barulho na porta trazia a cruel verdade, o descanso acabou, agora é hora de trabalhar duro, no fim do mês recebo um papel verde que me concede comprar sorrisos, mas não os meus.
É o mundo não mudou tanto assim, ainda carregamos feridas agora internas, não temos liberdade, pois precisamos servir para ganhar, e comemos apenas o que eles nos dão. Os escravos antigamente podiam usar roupas bonitas, mas o que os mantinha aprisionados eram os pés descalços no chão, hoje somos obrigados a usar sapatos adequados a ocasião de trabalho e vestimentas apresentáveis, no entanto a sociedade sabe bem qual é o barão e quem não passa de servo.

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